Eco de Gostos Alheios

Perdido em pensamentos, encontro a verdade,
Em cada fragmento de sinceridade.
A máscara que o mundo nos impõe,
Desfaz-se quando a alma compõe.

Somos mais que reflexos, sombras sem luz,
Em cada cicatriz, um caminho que conduz.
Desato as correntes do medo e da dor,
Abraço o desconhecido com ardor.

A superficialidade é um véu que cega,
Mas a autenticidade é chama que rega.
Cada passo na jornada é um ato de fé,
Desvendar quem sou, sem hesitação ou maré.

Não serei moldado pela mão do temor,
Cada escolha, um manifesto de valor.
Vivo a essência que em mim pulsa e brilha,
Na dança da vida, sou minha própria trilha.

O mundo pode julgar e tentar sufocar,
Mas minha voz é tempestade a ecoar.
Nas profundezas do ser, encontro o meu lar,
Onde o espírito livre pode sempre voar.

Foda-se o jugo da falsa aparência,
Recuso-me à tirania da indiferença.
Não sou o eco de gostos alheios,
Aqui, é tempo de ser, não de receios.

Abraham Cezar
Eco de Gostos Alheios